< Voltar

Como o mercado brasileiro enxerga a gestão “quant” atualmente?

Geralmente os fundos e as gestoras “quant” são lembrados pelos fracassos e exemplos ruins tirados de contexto para justificar a predileção por fundos geridos discricionariamente, muito possivelmente por conta da pouca compreensão sobre o modus operandi e do limitado entendimento sobre os modelos e estratégias usados. Porém, quando comparados aos fracassos e exemplos ruins de gestoras tradicionalmente discricionárias, no mesmo período, são muito menores. Tanto com relação à gestão dos fundos, quanto na seleção de ativos para integrá-los.  

Esquecem-se de que a maneira comumente empregada na decisão de investimentos e operação de uma gestora discricionária possui diversas deficiências, que geralmente são desconsideradas em momentos favoráveis e somente são lembradas tardiamente, muitas vezes porque fracassos anteriores foram desprezados por conta da “memória curta do mercado”.

Além disso, a crítica retórica muitas vezes é feita usando termos e chavões que não encontram respaldo nas operações de um fundo “quant” gerido de maneira profissional, séria e consciente. “Caixa-preta” (black box) e robôs são os mais usados e deixam claro o desconhecimento do modelo de negócios de um fundo “quant” e, em parte, como consequência da pouca transparência dos gestores “quant” sobre o seu modus operandi. Ao nosso ver, esta crítica é um pouco exagerada, pois consideramos perfeitamente possível explicar, por meio de documentação técnica apropriada, os modelos e métodos utilizados em um fundo sistemático.

Mesmo enfrentando essas barreiras, duas gestoras “quant“, com mais de dez anos de histórico, já se consolidaram no mercado financeiro e nos últimos anos, pelo menos uma dezena de novas gestoras iniciaram as suas atividades. Esse número ainda é baixo se comparado ao número de gestoras discricionárias e ao potencial do mercado financeiro brasileiro. 

Apesar de a CARTESIUS CAPITAL não ser uma gestora “quant“, a nossa missão é ajudar na mudança da visão que os profissionais do mercado financeiro, investidores e o público geral interessado no tema têm sobre os fundos geridos de maneira não discrecionária e, para isso, contribuiremos para a divulgação e popularização de outras maneiras de gestão, sob uma ótica mais moderna, bem como dos métodos e tecnologias que empregamos nos fundos geridos pela CARTESIUS CAPITAL. Dessa forma, apoiaremos o surgimento de novas gestoras e a desmistificação dessas classes de fundos.